Terapia Craniossacral afasta Labirintite
Com estímulos suaves na cabeça
e na coluna vertebral, a técnica alivia, também,
desequilíbrios menstruais, dificuldade de aprendizado
e até hérnia de disco.
Por
Laura Lopes
Um leve toque nos ossos da cabeça capaz de ajudar a
curar doenças crônicas, como artrites, Labirintites,
síndromes da articulação mandibular, enxaquecas, fadiga
muscular e até dificuldade de aprendizado.
Basta deitar em uma maca, relaxar e permitir que a
sensibilidade do profissional ajude a restabelecer o bom
funcionamento do sistema nervoso. Trata-se da terapia
craniossacral (TCS), que promete a integração do corpo
com a mente e o espírito.
Fundamentada na medicina holística, que estuda o ser
humano como um todo, a técnica serve para ajudar o
líquor - ou fluido cerebrospinal, líquido encontrado no
cérebro que desce até a medula para sustentar, amortecer
choques e realizar trocas de limpeza ou nutrição entre
as células - a circular melhor e, com isso, drenar
toxinas e ordenar o ritmo orgânico. Segundo a terapeuta
Aziza Lurica Noguchi, nas situações de estresse ou
trauma os músculos tendem a se contrair como mecanismo
de defesa para isolar e proteger as estruturas próximas.
Isso pode gerar dores nas articulações, tensão nos
tecidos, mudança na circulação de sangue distúrbio nas
respostas nervosas. O tratamento craniossacral restaura
o movimento natural dos tecidos e fluidos do corpo.
“Todo sistema é móvel e movimento é saúde” comenta
Aziza. E completa: “Certamente, haverá problema onde há
imobilidade.
E como uma terapia corporal holística, o sistema
craniossacral pode ser aplicado por diversos
profissionais da saúde, como neurologistas,
fisioterapeutas, psicólogos, terapeutas ocupacionais,
massoterapeutas, especialistas em medicina chinesa,
quiropraxistas, entre outros.

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Portadores de síndrome do pânico e pessoas em estado
pós-cirúgico também apresentam bons
resultados com a terapia
Quando trabalhava nos Estados Unidos, a
fisioterapeuta Renée Lutz tomou conhecimento sobre a
técnica e notou que a fisioterapia neuropediátrica
rendia resultados melhores e mais rápidos com crianças
que tinham o acompanhamento da TCS. Depois de avaliações
rigorosas. “o terapeuta sente a pulsação do líquor em
qualquer parte do corpo por meio de palpação
especifica”, comenta Renée, que possui certificação do
Upledger Institute, um dos maiores centros de estudos de
TCS do mundo.
E são esses estímulos Sutis que revelam onde está o
desequilíbrio. Então, trabalha- se com toques precisos
nos ossos da cabeça, coluna vertebral e sacro -
estrutura óssea localizada no final da espinha - para
que a circulação se normalize. Segundo Aziza, há uma
relação Intima entre os sistemas craniossacral, nervoso
e endócrino, por isso o bom funcionamento do primeiro
promoverá saúde em todo o organismo. O melhor de tudo:
não há contra-indicações.
Entre os pacientes da fisioterapeuta, por exemplo,
algumas crianças diminuíram de 20 para 12 graus a curva
de escoliose, na coluna vertebral. Outro caso foi o de
uma senhora de cerca de 80 anos com labirintite, que,
depois de duas sessões, “já se abaixa para pegar objetos
no chão sem cair, deita-se e levanta-se sem problemas”,
conta a terapeuta. Após seis meses de tratamento,
recém-nascidos com problemas de microcefalia - doença em
que o crescimento do crânio não acompanha o do corpo -
tiveram aumento no diâmetro cranial e mais espaço para o
desenvolvimento do cérebro. Como resultado, houve
melhora da fala, do controle motor e das habilidades em
geral.
Portadores de catarata, estrabismo e problemas na coluna
também obtém melhoras consideráveis com a ajuda do que
Aziza chama de Terapia de Integração Craniossacral, que
mescla duas vertentes da técnica. Entre elas a do médico
americano John Upledger que desenvolveu pesquisas a
partir de 1970 sobre o tema.(ver
Histórico e Curiosidades)
Portadores de síndrome do pânico e
indivíduos em estado pós-cirúrgico também reagem bem ao
tratamento. A terapeuta Maria Alice Álvaro de Souza
Camargo, depois de ter um tumor benigno removido, afirma
que as sessões funcionaram como “Um processo de
liberação de peso, um encontro com uma fluência mais
livre e essencial do ser”
A fonoaudióloga Andréa Bomfim Perdigão confirma que
sentiu resultado logo na primeira sessão. “Sentia
diariamente fortes dores de cabeça que foram embora
completamente. O trabalho, sutil, trouxe mais alegria e
calma”.
Com Thainá Cintra de 3 anos, que sofria de dores
Constantes nos pés e nas pernas e tinha
lordose e joelhos virados para dentro, os resultados
foram ainda mais evidentes. Após três sessões, a coluna
havia se alinhado, os joelhos endireitaram-se, as dores
foram reduzidas e ela passou a ficar mais calma e
atenta. “O trabalho em crianças e bebês é
bastante gratificante porque as
respostas
são quase imediatas e as mudanças. visíveis
e rápidas”,
conta Aziza. A explicação para tudo isso?
Ao normalizar as pulsações do liquor, há uma tendência
em melhorar os mecanismos de autocura do corpo, sem a
necessidade de medicamentos
- dai o grande trunfo da TCS.
Não é para menos que nos Estados Unidos e na Europa é
uma das terapias alternativas que mais ganha adeptos.
Por lá, a técnica acumula resultados clínicos sólidos no
tratamento e na prevenção de doenças de recém-nascidos a
idosos. Na Inglaterra, por exemplo, é bastante comum o
trabalho conjunto de especialistas craniossacrais e
obstetras com gestantes para reduzir o risco de
problemas no parto e de má-formação. E, aos poucos, os
brasileiros também conhecem mais sobre os tais toques
mágicos.
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“O tratamento restaura o movimento natural dos
tecidos e fluidos do corpo.”
Nos anos 1970, o médico americano John Upledger
descobriu,
acidentalmente, o sistema craniossacral ao
tentar manter a meninge fixa - membranas que envolvem o
encéfalo e a medula espinhal
- durante uma cirurgia. Na
ocasião, ele pode notar que a estrutura
se movia em
ritmo constante. Para entender o fenômeno, desenvolveu
pesquisas que originaram as técnicas da terapia
craniossacral (TCS). Mais tarde, na década de 1990.
Franklin Stils, por sua vez, criou a Biodynamic
Craniosacral Therapy, que leva em conta as forças
dinâmicas do corpo humano. Os terapeutas passaram a ser,
então, facilitadores para que as forças naturais do
organismo se autocorrijam de maneira segura.
O que tratar com a técnica craniossacral?
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Fibromialgia, síndrome que gera dores nos tendões e
músculos
e indisposição
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Queda do sistema imunológico
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Dores agudas e
crônicas
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Problemas visuais e auditivos
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Incômodos
na coluna
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Dificuldades de aprendizado
- Desequilíbrios psicoemocionais como depressão, cansaço crônico, ansiedade e insônia
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Hérnias de disco e calcificações
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Problemas menstruais, digestivos e circulatórios
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Autismo
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Traumas, choques e acidentes
ENTENDA COMO O TRATAMENTO FUNCIONA:
Imagine que toques suaves nos ossos
da cabeça, coluna vertebral
e sacro -
estrutura óssea localizada no final da espinha - façam
com que todo o
organismo recupere o equilíbrio natural. Como
isso é
possível? A técnica ajuda
o líquor,
líquido encontrado
no
cérebro que
desce
até a medula, a circular melhor e, com isso, drena as
toxinas e ordena o ritmo
orgânico do
corpo.
Simples assim!
