Perguntas e Respostas sobre a Terapia Craniossacral)
Adultos
P: Na realidade não tenho uma queixa, mas tenho curiosidade. Eu
poderia receber uma sessão de Terapia Craniossacral?
R: Com certeza. Acreditamos que sessões regulares de Terapia
Craniossacral, não importa quão bem você se sinta, são uma das
melhores atividades que se pode fazer para manter uma boa saúde.
Você poderá descobrir que se sente melhor do que achava possível.
Tenho certeza de que você viverá menos dias de doença.
P: O que a Terapia Craniossacral faz em relação a dores de cabeça?
R: Dor de cabeça é uma das queixas mais comuns de que tratamos com a
Terapia Craniossacral e suas derivadas. Eu diria que obtemos sucesso
em 80 a 90 por cento dos casos que nos são apresentados.
P: E quanto à dor crônica nas costas?
R: Aqui, mais uma vez, o sucesso é notável quando a Terapia
Craniossacral é utilizada para dores nas costas, inclusive para
rupturas de discos. Nós trabalhamos de dentro (“âmago”) para fora.
Quando o “âmago” é corrigido, o exterior (problema periférico) ou se
autocorrige ou se torna acessível ao tratamento convencional.
P: Se esse método de tratamento é tão bom, por que não é incorporado
pelo sistema de saúde convencional?
R: As mudanças precisam de tempo. Recebemos cada vez mais
reconhecimento, mas estamos perante vários dogmas, dentre os quais
se encontram:
1. Os ossos do crânio não se movem.
2. A mente não controla o corpo.
3. Toda memória está encerrada no cérebro.
4. Transferência de energia entre paciente e terapeuta é ridículo.
5. Lesões nos tecidos nervosos são permanentes.
E daí por diante.
Em vista dessas crenças antiquadas, porém arraigadas, acho que nosso
nível de aceitação é bastante bom.
P: O que o senhor pode fazer em relação à depressão?
R: Em determinados tipos de depressão, a Terapia Craniossacral é
provavelmente o tratamento mais eficaz que existe. Em outros tipos,
quando combinada com a Liberação Somato Emocional e com a Imaginação
e Diálogo Terapêuticos, os resultados são bons.
P: O que o senhor pode fazer em relação à TPM?
R: Na maioria dos casos, podemos erradicar esse problema da
paciente. A Terapia Craniossacral pode ajudar a promover e promove
um melhor funcionamento dos órgãos pélvicos. Também melhoramos o
funcionamento do sistema endócrino - nesse caso, das glândulas
pituitária, adrenais e ovários.
P: E quanto à retenção crônica de fluidos? O senhor pode ajudar
nisso?
R: A Terapia Craniossacral melhora a movimentação de fluidos em todo
o corpo sendo assim, ajuda em casos de retenção de fluidos, sejam
eles devido a problemas cardíacos, problemas renais, desequilíbrio
mineral ou qualquer outra causa. Deve ser feita regularmente se a
causa estiver ativa. Nesses casos, gostamos de ensinar um membro da
família ou alguém querido a tratar do paciente diariamente.
P: Quais os resultados obtidos com artrites?
R: Há vários tipos de artrite. A mais comum é a artrite óssea.
Provavelmente, a mais evidente é a reumatóide, que tem uma natureza
inflamatória. Ambos os tipos de artrite são sensíveis e respondem
bem à Terapia Craniossacral. Nesses casos, também gostamos de
ensinar membros da família a tratar do paciente diariamente. Essa
abordagem ocasiona as melhores respostas.
P: Soube que o senhor tem tido resultados interessantes com
pacientes de coma.
R: Sim, o número de pacientes não é alto, mas dos poucos que tratei
os resultados vão de bom a espetacular.
P: Porque algumas pessoas se sentem piores após um tratamento?
R: Há várias razões para esse desconforto posterior ao tratamento.
Uma delas é que o corpo está revivendo uma lesão ou trauma anterior
que está sendo liberado dos tecidos. Isso pode levar alguns dias.
Outra é que áreas de “torpor” voltam à “vida” e ficam mais
sensíveis. Também, acontece muitas vezes de o corpo adaptar-se a um
mau funcionamento. Quando removemos a adaptação, ao nos aproximarmos
do núcleo do problema, a dor suprimida volta à superfície.
Também devemos considerar que a dor é uma percepção. Quando a
esperança da correção de um problema é apresentada ao paciente, o
inconsciente faz com que a dor pareça pior, para que o terapeuta não
pare antes que todo o problema seja resolvido. Há muitas outras
razões individuais para uma piora de sintomas após um bom
tratamento.
Não podemos negligenciar a possibilidade de que o terapeuta tenha
errado. Isso pode ocasionar uma reação dolorosa. Esse erro
geralmente se deve à aplicação de força excessiva e/ou à tentativa
de fazer com que o corpo do paciente faça o que o terapeuta acha que
está certo. Nós pregamos o sermão de “seguir o corpo, não levá-lo”.
P: Por que parece que o terapeuta não está se mexendo?
R: Porque nós quase não nos mexemos. Aquilo que buscamos na Terapia
Craniossacral é extremamente sutil. Requer prática, mas uma vez
aprendido não se esquece jamais.
P: Como é que vocês conseguem curar usando um toque tão leve?
R: Como disse antes, na Terapia Craniossacral tentamos,
sobremaneira, propiciar que o corpo do paciente faça, ele mesmo a
correção. Nós, os terapeutas, auxiliamos a tendência de correção
natural do corpo do paciente. Quando se usa mais do que uma pequena
força, pode-se engajar a defesa corporal do paciente contra sua
intrusão. Quando o corpo do paciente começa a se defender do
terapeuta, Os
tecidos do corpo do paciente se retesam numa tentativa de
manter-se no estado em que se encontram. Quando confrontado com essa
situação, o terapeuta pode:
(1) aplicar mais força para sobrepujar a resistência do paciente; ou
(2) tocar com mais leveza, como fazemos na Terapia Craniossacral,
assim permitindo que os tecidos do paciente relaxem e se obtenha uma
liberação terapêutica, oferecendo ajuda apenas o suficiente para
promover a eficácia do próprio mecanismo autocorretivo do paciente.
Mais uma vez somos confrontados com a diferença de abordagem que
separa a Terapia Craniossacral das outras técnicas cranianas. Essa
diferença é o que torna a Terapia Craniossacral tão segura e tão
utilizável por não médicos. Ela pode ser aplicada à moda livro de
receitas e ainda assim podem-se obter excelentes resultados.
P: Por que tenho um problema de ATM se não há nada de errado com os
meus dentes?
R: O problema de ATM, em minha experiência, é na maior parte das
vezes um efeito ou resultado de uma disfunção do sistema
craniossacral ou do sistema de articulação de músculos e ossos. Você
é um ser integral, e cada parte sua está conectada a todas as outras
partes. Não podemos deixar que a dor e a localização de sintomas nos
enganem. Encontre a causa. Ela pode estar muito bem
camuflada. Pode estar localizada em praticamente qualquer lugar, mas
sua descoberta é parte do prazer de trabalhar com isso.
P: A Terapia Craniossacral ajuda àqueles de nós que estão ficando
velhos, mais retesados, mais frágeis e perdendo a memória?
R: A resposta é um grande “Sim”. Já tratei de pessoas regularmente
que estão com mais de 80 anos. Essas pessoas melhoram em agilidade e
mobilidade. Elas ficam com mais energia e demonstram melhoras de
intelecto e memória. Também ajuda a combater a retenção de fluidos e
melhora a resistência contra resfriados, gripes, etc.
Gravidez e Obstetrícia
P:
É seguro fazer Terapia
craniossacral agora que estou grávida?
R: Sim, é seguro, e até aconselhável, porque a Terapia Craniossacral
mobiliza e melhora muito dos processos normais de adaptação do seu
corpo. É necessário que esses processos ocorram perfeitamente
durante a gravidez. A Terapia Craniossacral pode ajudá-los
sobremaneira.
P: Ouvi dizer que a Terapia Craniossacral pode induzir o parto. Pode
induzir o parto prematuramente?
R: A Terapia Craniossacral ajuda os processos fisiológicos normais.
Quando aplicada de forma apropriada, ela nunca irá contra aquilo que
seu corpo quer fazer.
P: Se parecer que meu parto não está progredindo, a Terapia
Craniossacral pode me ajudar?
R: Sim, muitas vezes a Terapia Craniossacral parece ser um veículo
de renovação de energia durante um parto paralisado. Isso pode se
dar através de vários mecanismos distintos, mas na realidade não
importa qual deles seja teoricamente correto. A Terapia
Craniossacral é geralmente seguida por um parto natural rápido.
Recém-nascidos & Bebês
P: Quão cedo pode se tratar um recém-nascido com a Terapia
Craniossacral?
R: Dependendo da habilidade cio Terapeuta Craniossacral, o primeiro
tratamento pode ser feito alguns minutos após um parto natural.
Quanto mais novo o recém-nascido, mais habilidoso deve ser o
terapeuta. A atividade do sistema craniossacral é extremamente sutil
no momento do parto, mas torna-se mais perceptível com o passar das
horas de vida extra-uterina. Para ter certeza do que ele/ela está
fazendo, o Terapeuta Craniossacral deve ser capaz de perceber o
ritmo craniossacral do recém-nascido. Sendo assim, para um
terapeuta, uma hora após o parto pode ser o momento adequado para
tratar a criança. Outro terapeuta, com menos experiência e
desenvolvimento de percepção, pode ter que esperar um dia, uma
semana, um mês ou um ano.
P: Porque deveria querer que meu filho recém-nascido seja tratado?
R: A Terapia Craniossacral pode corrigir problemas no sistema
craniossacral imediata e permanentemente. Esses problemas, quando
corrigidos, podem evitar o desenvolvimento de cólicas, problemas
respiratórios, hiperatividade, dislexia, convulsões, síndrome do
bebê hipotônico e alergias. Embora ainda não tenha sido comprovado,
acredito que também possa prevenir muitos casos de paralisia
cerebral, escoliose e problemas dentários que posteriormente na vida
podem precisar de ortodontia. Além disso, tem sido demonstrada uma
melhora na saúde geral da criança.
Pós-parto das Mães
P: Como a Terapia Craniossacral pode ajudar à nova mãe?
R: De várias maneiras: (1) Ajuda a restaurar o equilíbrio hormonal;
(2) Ajuda a aliviar a depressão pós-parto; e (3) Restaura a função
pélvica normal, assim eliminando vários problemas de coluna de
pós-parto e outros.
P: Tive problemas de pressão sangüínea alta depois do meu segundo
parto. A Terapia Craniossacral poderia ajudar?
R: E muito comum que a pressão sangüínea alta volte ao normal após
algumas poucas sessões de Terapia Craniossacral.
P: E quanto a me ajudar a perder o peso ganho durante a gravidez?
R: Se normalizar seu sistema endócrino e mobilizar seus fluidos
corporais lhe ajudarem a perder peso, a resposta é sim.
Crianças
P: Que tipos de problemas infantis podem ser ajudados pela Terapia
Craniossacral?
R: Essa é uma pergunta extremamente ampla. Tentarei respondê-la
baseado em minha experiência pessoal.
1. Alergias
Respiratória — A Terapia Craniossacral definitivamente é de
grande ajuda quando combinada à Liberação Somato Emocional.
Alimentar - A Terapia Craniossacral também é útil quando problemas
estruturais no crânio são encontrados e liberados. Há outras causas
para alergias alimentares as quais não são necessariamente afetadas
pela Terapia Craniossacral.
2. Cólicas, problemas de digestão e de eliminação são
corrigidos pela Terapia Craniossacral em aproximadamente 75% das
vezes, a não ser que sejam devido a tumores ou outros problemas
patológicos significativos.
3. Problemas psicológicos — A Terapia Craniossacral ajuda o
terapeuta a desenvolver uma relação de harmonia e confiança com a
criança rapidamente. Dessa forma, os problemas emocionais podem ser
descobertos. Por outro lado, já vi vários problemas “psicológicos”
desaparecerem quando foi feita a correção de um problema
craniossacral. Esses problemas não tinham base emocional. Embora
parecessem ser psicológicos, eram devidos a disfunções fisiológicas
do sistema craniossacral.
4. Crianças hiperativas são tratadas com muita eficácia pela
Terapia Craniossacral quando o problema não é de origem emocional.
Em minha experiência, cerca de 50 a 60 por cento dos problemas de
crianças hiperativas têm base no sistema craniossacral.
5. Dificuldades de aprendizado e dislexia — Como no caso das
crianças hiperativas, quando o problema se origina no sistema
craniossacral, o tratamento é muito eficaz. Isso é em 50 a 60 por
cento dos casos.
6. Síndrome de Down — Essa é uma questão muito difícil. O que
posso dizer é que crianças com síndrome de Down que receberam
Terapia Craniossacral ficaram felizes e geralmente excederam as
expectativas convencionais.
7. Retardo mental - Se
a criança “retardada” responderá ou não de forma dramática à Terapia
Craniossacral vai depender da causa do “retardo”. Obtive resultados
extraordinariamente positivos em determinados casos. Em outros, elas
ficaram mais saudáveis após o tratamento, mas não ficaram
necessariamente mais espertas.
8. Paralisia cerebral— A maior parte da minha experiência tem
sido com casos espásticos. Todas essas crianças melhoraram - algumas
de forma dramática, outras só um pouco. Mais uma vez, depende da
causa da paralisia. Às vezes, a espasticidade melhora, mas a criança
fica com uma paralisia flácida. A flácida é mais confortável que a
espástica, então isso tem algum valoR:
9. Convulsão - A resposta da criança com crises convulsivas
depende estritamente da causa das convulsões. Já observei muitas
crianças pararem de ter convulsões sem qualquer medicação enquanto
recebiam Terapia Craniossacral. Algumas crianças cujas convulsões
têm como causa desordens cerebrais profundas não respondem ao
tratamento. A maioria delas deixa de ter convulsões e passa a
requerer uma dose reduzida de medicamento.
10. Autismo -
Fizemos três anos de pesquisas intensivas com crianças autistas
no fim da década de 70. Observamos melhoras significativas no
comportamento autodestrutivo, na mostra de afeição, e na interação
social. Essas melhoras em geral se deterioravam dentro de três a
seis meses após a descontinuação da Terapia Craniossacral. Essa é
uma situação ideal para os pais aprenderem a tratar de seus filhos,
e uma questão para mais pesquisas.
P: A Terapia
Craniossacral beneficia
criança normal de
alguma forma?
R: Sinto fortemente que a Terapia Craniossacral é atualmente um dos
programas de tratamento de saúde mais fortes e eficazes que há.
Então, em vista de minha predisposição, a resposta é sim.
P: Fui informada de que a Terapia Craniossacral pode ser usada em
doenças infantis como sarampo, caxumba, catapora, etc.
R: Em minha experiência, tenho observado que a Terapia Craniossacral
pode ser usada para efetivamente acabar com a febre e ajudar a
criança durante a parte crítica da maior parte desses casos. Creio
que ela apóie o sistema imunológico e mobilize o sistema nervoso
autônomo de forma a melhorar as defesas do corpo.
P: E quanto à escoliose?
R: Em alguns casos de escoliose, a causa é craniossacral. Na maior
parte
das vezes, contudo, o tubo da membrana dura-máter que desce pelo
canal
espinhal tem uma torção a qual pode ser detectada no início na vida.
A
coluna resiste à torção o máximo de tempo possível, mas em algum
momento, no período anterior à puberdade ou no início da
adolescência, a
coluna começa a contorcer-se em resposta à torção da dura-máter.
Esse é o início de uma escoliose. Às vezes, se detectada no início,
ela pode ser corrigida com a utilização da Terapia Craniossacral e
então a escoliose desaparece.
P: Como é que a Terapia Craniossacral trabalha com a ortodontia?
R: Muito bem. Ela geralmente abrevia o tempo de ortodontia e
ocasionalmente elimina totalmente a necessidade de aparelhos. Sugiro
que todas as crianças selam tratadas com Terapia Craniossacral antes
de iniciar uma correção ortodôntica.
P O senhor pode ajudar crianças estrábicas?
R: Quando o problema se deve a uma tensão na dura-máter afetando os
nervos oculares, os resultados são excelentes e dramáticos. Ajudei
várias crianças a evitar uma cirurgia nos olhos usando técnicas da
Terapia Craniossacral.